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Thursday, 5 February 2015

BIBLIOTECA DO IPPUR /UFRJ - NORMALIZANDO DOCUMENTOS: Como faço para que me leiam e me citem se não publico em elite-journals?

Como faço para que me leiam e me citem se não publico em elite-journals?


Como faço para que me leiam e me citem se não publico
em elite-journals?

Recentemente no blog do ResearchGate1, o Professor Rolf Henrik
Nilsson, da Universidade de Gotemburgo, propôs a pergunta recorrente que sempre
surge aos novos pesquisadores (e não tão novos): como incrementar a
visibilidade de seus artigos publicados?

A maioria dos pesquisadores que não se encontram no seleto grupo
de privilegiados que publicam em periódicos de “elite” ou em periódicos do Q1,
se perguntam qual a receita para melhorar o impacto do que publicam.

O Professor Nilssoniniciou um interessante debate que,
transcorridas duas semanas desde que publicou seu post, recebeu cerca de 30
contribuições provenientes de dezenas de universidades e instituições muito
distantes umas de outras como Estonia Physical Society, Manchester Metropolitan
University, University of Melbourne, California State University, Spanish
National Research Council, Universidad de Monterrey, University of Waikato,
etc.

O ponto de partida de Nilsson é enfocar o objetivo de aumentar o
impacto de citações como uma questão de Relações Públicas. Ele não considera o
Fator de Impacto dos periódicos de elite, o WoS, Scopus, etc.; isso será
consequência de uma tarefa adequada de promoção. Para iniciar o debate, Nilsson
propõe algumas ações clássicas e convida outros pesquisadores a revelar seus
conselhos úteis (tips).  




Publicar preprints/postprints em repositórios como arXiv ou
similares.

Levar uma boa quantidade de reprints para as próximas conferências em que
comparecer. 




Escrever um comunicado de imprensa em colaboração com o
escritório ou assessoria de imprensa da sua universidade. 




Enviar avisos a uma lista apropriada de e-mails. 




Incluir cópias do artigo nos painéis de notícias nas cantinas
das universidades que visita e trabalha.

Produziu-se, então, uma cascata de ideias, mais de 30 diferentes
sugestões foram contabilizadas, algumas das quais recompilamos nesta nota:

Pregue uma cópia da primeira página de seu artigo no quadro de
avisos das salas sociais de seu local de trabalho ou que visite para dar
conferências.

Faça uma apresentação breve (gratuita) de seu artigo no campus,
e sirva biscoitos e café ao público.

Dê uma conferência sobre o tema em sua classe e logo a inclua
nos temas de exames.



Solicite que seus estudantes façam uma revisão ou complemento do
trabalho e atribua notas. 




Agregue o título do trabalho no CV de sua página na Web com o
título “Publicações recentes”. 




Anuncie a publicação em sites como ResearchGate ou Facebook,Academia.edu, Mendeley, Scribd, ORCID,
Epernicus, e todos os outros sites de mídias sociais gratuitos que conheça, e
caso não estiver registrado, faça-o e divulgue seu trabalho.

Publique o artigo em periódicos de Acesso Aberto,
como os do SciELO ou PLOS.

Envie cópia de seu artigo a autores que escrevem livros-texto
para instituições de ensino superior. Os autores revisam seus livros
regularmente e é possível que incluam seu artigo na bibliografia da nova
edição. Tanto estudantes como professores leem os livros e seu artigo estará
incluído.

Envie cópias de seu artigo a todos os autores que você incluiu
em suas referências, eles lhe agradecerão terem sido citados, e é possível que,
por reciprocidade, o citem no futuro.

Também foram apresentadas algumas ideias mais sofisticadas e
elaboradas, como, por exemplo, uma ideia enviada por uma Professora da Iowa
State University. Esta pesquisadora buscou no Google Scholar a frequência de
resultados para cada um dos descritores associados ao seu artigo ou às palavras
chaves do título. Então, todos os termos que obtinham grande número de
resultados no Google Scholar foram substituídos por termos mais precisos, de
modo que reduziam a resposta.

Por exemplo, em seu trabalho sobre uma espécie de
feijão, se ela buscava ‘feijões-comuns’ obtinha 32.700 documentos, porém usando
‘Phaseolus vulgaris’ obtinha 289.000, motivo pelo qual em seu artigo usou
‘feijões-comuns’ aumentando, desta maneira, a probabilidade de que seu artigo
fosse recuperado por um pesquisador da área. Ademais, é importante que no
resumo se usem diferentes sinônimos das palavras-chave do título e dos
descritores.

Outros conselhos são aportados por Paul Goldbert no seu blog em
um artigo chamado The pursuit of citations, no qual se destacam duas
observações3:

Escreva com uma boa quantidade de coautores, e que cada um deles
se encarregue das relações públicas, o que aumentará a difusão.

Independente do campo de pesquisa em que você atua ser grande ou
pequeno é muito mais importante se é um campo que está crescendo com rapidez ou
se a comunidade está perdendo o interesse no tema. Não é importante que sua
área seja grande, é mais importante se ela está crescendo.

Finalmente, caso deseje uma lista mais completa com 33
estratégias, se recomenda ler um trabalho publicado em 2013 no periódico
International Education Studies intitulado Effective Strategies for Increasing
Citation Frequency4.

Reflexão
A quantidade de citações que seu artigo receber não será
mecanicamente herdada da importância do periódico (FI) no qual publique, porém
de sua tarefa de promoção e marketing.

Notas
1 ResearchGate (https://www.researchgate.net/) é uma rede
social de pesquisadores de todo o mundo que vincula mais de 5 milhões de
pesquisadores com o objetivo de compartilhar publicações e acesso aos
resultados científicos.



2 NILSSON, R.H. How do you increase the
visibility of published article?
ResearchGate.net. [viewed 30 October 2014]. Available from:http://www.researchgate.net/…/How_do_you_increase_the_visib…



3 GOLDBERT, P. The pursuit of citations.
Paul Goldberg. [viewed 30 October 2014]. Available from: 
http://paulwgoldberg.blogspot.com/…/pursuit-of-citations.ht…



4 EBRAHIM, N.A., et al. Effective Strategies for Increasing Citation
Frequency. International Education Studies. 2013, vol. 6, nº 11, pp. 93-99.
Available from: 
http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2344585
spinakSobre Ernesto Spinak

Colaborador do SciELO, engenheiro de Sistemas e licenciado em
Biblioteconomia, com diploma de Estudos Avançados pela Universitat Oberta de
Catalunya e Mestre em “Sociedad de la Información” pela Universidad Oberta de
Catalunya, Barcelona – Espanha. 




Atualmente tem uma empresa de consultoria que
atende a 14 instituições do governo e universidades do Uruguai com projetos de
informação.


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